VÍDEO – Bolsonaro volta a atacar o TSE e repete teorias conspiratórias em ‘superlive’

29 de janeiro de 2024 10:00

Em uma dita ‘superlive’ ao lado dos filhos FlávioCarlos e Eduardo, o ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral e repetiu teorias da conspiração que embalam os delírios da extrema direita. O principal objetivo da transmissão foi manter sua militância em agitação, sobretudo nas redes, uma vez que nada de minimamente relevante foi dito e a próxima semana promete mais uma rodada de operações da Polícia Federal contra seus aliados.

Bolsonaro está inelegível até 2030, e recebe um salário do PL de Valdemar Costa Neto que tenta lançar sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, como um quadro eleitoral. Ele está, literalmente, dependente da “conje”, e se meteu a dar declarações sobre quem mereceria ou não seu apoio nas eleições municipais.

É claro que seu apoio pouco interessa à maioria dos políticos que prezam por alguma seriedade e esperam ter chances de serem eleitos. Segundo o Datafolha, Bolsonaro figura como o pior cabo eleitoral em São Paulo se comparado com as principais personalidades políticas do país. Mas sua fala sobre não apoiar, em alguns municípios, “gente que viva de vermelho e agora está vindo pelo PL”, tirou urros da militância.

“Recado aos espertinhos. Bolsonaro em live afirma que não irá apoiar candidatos que ‘do nada’ mudaram de lado para se dar bem. E vocês serão os nossos fiscais de melancias”, escreveu Júlia Zanatta (PL-SC), a deputada federal do Proarmas, que além de urrar com a fala de Bolsonaro, ainda incitou seus apoiadores a fiscalizar os eleitores e candidatos do próprio PL. Aguardemos os próximos episódios.

Além disso, Bolsonaro citou uma campanha do TSE para que adolescentes de 16 e 17 anos fizessem seus títulos eleitorais e votassem em 2022. Ele se mostrou muito magoado por não ter a preferência dos jovens.

“Deixo claro, o nosso querido TSE fez uma campanha para que os menores, de 16 ou 17 anos tirassem o título de eleitor, e foram cerca de 4 milhões de jovens. E também, por volta de 80% desses jovens votam na esquerda,no PT (…) Ajudou e muito nas eleições de 2022”, chorou o inelegível, antes de colocar a culpa na Mynd, empresa publicitária citada recentemente no “Caso Choquei”.

Chama a atenção o tamanho da liberdade que o ex-presidente inelegível tem para reclamar de “abusos de autoridade” do STF sobre os arruaceiros do 8 de janeiro, ao mesmo tempo em que tenta se desvencilhar dos mesmos e repete as teorias conspiratórias que inspiraram o evento. Na prática, está passando uma mensagem para os seus apoiadores: a de que, se eleito no futuro, dará indulto presidencial a todos – assim como fez a Daniel Silveira, ex-deputado expulso do PTB de Roberto Jefferson. Esse foi um dos apitos de cachorro da transmissão.

Já a frase a seguir foi dita por ele para se defender das acusações em torno da sua Abin paralela e do escândalo de espionagem ilegal que o envolve, mas aparentemente serve para resumir toda a conversa.

Reprodução/Revista Fórum

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