Dilma Rousseff: “Nosso lugar não está com os EUA, nosso lugar é a independência, junto com a China”

19 de agosto de 2021 09:58

Em artigo publicado no curso “Estado, política e Democracia na América Latina”, organizado pelo jornal argentino Paginga12, a ex-presidente Dilma Rousseff defendeu que o Brasil abandone o “complexo de inferioridade frente ao EUA” e afirmou que o lugar do Brasil é na independência, junto da china.

“Não é possível seguir reproduzindo o complexo de inferioridade de algumas elites e oligarquias que não fazem outra coisa a não ser submeter-se de maneira vergonhosa aos Estados Unidos”, critica Dilma.

Em outro trecho, a ex-presidenta analisa o modelo político e econômico da China e afirma que o Partido Comunista Chinês faz parte da “tradição civilizadora” do país asiático.

A estratégia chinesa

“A china, de fato, não é uma democracia liberal. A China está controlada pelo PCCh (Partido Comunista da China) […] acredito que a China seja extremamente pragmática. Mas, não faz parte da mentalidade chinesa interferir na maneira como os países se organizam internamente, na organização social, econômica, política e sua cultura. Há uma diferença de enfoque, de visão”, explica Rousseff.

Para a ex-presidenta, “a visão estratégia da China é diferente da ocidental. O jogo estratégico ocidental é mais complexo, com o objetivo de rodear a rainha e matar o rei. O jogo chinês é de estratégia e não de assédio”.

Em uma crítica direta a política econômica e internacionalista dos EUA, Dilma Rousseff afirma no artigo que “não se ganha com ações diretas e conquista, com guerra: a melhor forma de ganhar é não lutar […] nosso lugar não está com os Estados Unidos. Nosso lugar é a independência, junto com a China”, finaliza Rousseff.

Fonte: Revista Fórum / Foto: MST

Tag: ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *