Desesperado por voto feminino, Bolsonaro quer trocar Braga Netto por Tereza Cristina

15 de junho de 2022 10:01

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou explícito que a decisão não está tomada sobre quem será o vice de sua chapa à reeleição. Há dois meses atrás ele anunciou que Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, tinha “90% de chances” de ser o vice, mas ainda existem outros nomes no páreo.

Uma possibilidade seria a a deputada e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS), pré-candidata ao Senado, que além do potencial de atrair o eleitorado feminino, a parlamentar do Centrão tem bom trânsito entre empresários e é considerada habilidosa.

Integrantes do núcleo duro da campanha vêm defendendo o nome dela junto a Bolsonaro. Por enquanto, ele indica que Braga Netto continua sendo seu preferido, mas, diferentemente do que vinha acontecendo, passou a considerar abertamente escolhê-la para o posto.

Ontem (14), em entrevista no Palácio do Planalto, o presidente classificou Braga Netto como “palatável” e, pela primeira vez em meses, afirmou que a questão ainda está em aberto:

“É um nome que é palatável, é um nome de consenso, que sabe conversar com o Parlamento. É um colega meu da Academia Militar (…) Ele pode ser o vice. Alguns querem a Tereza Cristina, um excelente nome também. Mas isso vai ser definido mais tarde”, disse.

A ex-ministra preencheria um espaço considerada fundamental para a vitória de Bolsonaro, o apelo entre as mulheres, público entre o qual ele enfrenta maior rejeição. No início, o plano da campanha era que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se engajasse na luta por votos. Recentemente, porém, ela demonstrou resistência a participar da propaganda partidária do PL, partido ao qual se filiou.

Integrantes da campanha argumentam ainda que a deputada pacificaria o incômodo do Centrão com a presença de um militar na chapa. Aliados do governo sustentam que Braga Netto não agregaria votos a Bolsonaro, para além dos que ele já tem. Apesar disso, o ex-ministro continua acompanhando o chefe em praticamente todas as viagens, embora hoje ocupe o posto de assessor especial da Presidência, um cargo de segundo escalão.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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