83% dizem que Bolsonaro deveria reconhecer resultado se perder eleição, diz pesquisa

5 de agosto de 2022 10:50

Divulgada na última quinta-feira (04), a Pesquisa Quaest Genial mostrou que, para 83% dos entrevistados, o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve reconhecer, caso perca em outubro, sua derrota, sem que haja apontamento de fraude no sistema eleitoral. O diretor da consultoria, Felipe Nunes, publicou, no Twitter, uma análise sobre o levantamento:

A pesquisa decidiu investigar o assunto por ocasião da reunião feita pelo presidente com embaixadores estrangeiros em que ele criticou as urnas e levantou dúvidas sobre o sistema eleitoral. O assunto foi muito repercutido e 53% disse já ter conhecimento da reunião.

Os resultados da pesquisa sugerem uma exaustão do discurso de tensionamento institucional do presidente. Apenas 26% dos eleitores dizem que aumentam suas chances de votar em Bolsonaro por conta da reunião do presidente com os embaixadores para criticar as urnas.

Entre os eleitores de outros candidatos que não Lula ou Bolsonaro, 42% dizem que a reunião diminui as chances de voto para reeleger o presidente. Mesmo entre os eleitores do presidente, 6% tem menos chances de votar em Bolsonaro por conta disso.

Outra evidência da exaustão do discurso de tensionamento é o indicador de confiança nas urnas. Entre maio e agosto, aumentou de 40% para 46% os eleitores que dizem que confiam muito nas urnas, enquanto oscilou 1 pt, de 22% para 21%, os que dizem que não confiam.

Essa agenda virou um tiro no pé do presidente! Bolsonaro melhora quando ataca os problemas que interessam à população: inflação, fome, desemprego. Se insistir nisso, tende a perder mais do que ganhar. A população confia nas urnas e defende que o resultado seja respeitado.

1/ Segundo a pesquisa Genial/Quaest deste mês, 83% dos eleitores dizem que Bolsonaro deveria reconhecer o resultado das urnas caso perca a eleição. Mesmo entre seus eleitores, há maioria sólida preferindo que o presidente concorde com o resultado das urnas (68%). pic.twitter.com/UlxPIYeiwa

Por: Diário do Centro do Mundo

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