NUREMBERG

5 de agosto de 2021 11:13 | Publicado por Leandro Fortes

“Pouco tempo depois, Joice, em outubro [de 2018], Laura tinha 45 dias e tomou um tapa durante um show de meu marido. Ela tinha 45 dias e uma mulher bateu nela!!!! Sabe por que? porque acreditou que o pano que a enrolava havia sido comprado em Miami”.

O depoimento é de Manuela D’Ávila, do PCdoB, parte de uma mensagem que ela endereçou a Joice Hasselmann, a menina veneno do bolsonarismo, nas redes sociais.

Candidata a vice-presidenta na chapa de Fernando Haddad, na eleição de 2018, Manuela foi alvo preferencial da violência digital levada a cabo pelas milícias de internet da extrema-direita. Na mensagem a Joice, ela se refere a Laura, filha dela, que levou um tapa – vou repetir: UM TAPA – de uma besta fera bolsonarista, estimulada por seus senhores nazistas a bater em uma criança de colo, em um evento público, por imaginar que o lenço que a envolvia havia sido comprado em Miami. Dias antes, as falanges digitais da família Bolsonaro haviam espalhado a mentira de que a candidata comunista tinha ido a Miami comprar o enxoval da filha.

Não sabia dessa história aterradora, nem sei que atitude Manuela D’Ávila teve, na hora. Eu, de minha parte, teria dado um jeito de agarrar o pescoço dessa mulher e, acreditem, teria sido necessário um batalhão da SS para impedir que eu a esgoelasse, com um sorriso no rosto.

Depois que esse demente genocida sair do governo, o Brasil terá um encontro histórico e multigeracional com si mesmo e, sem reservas, terá que decidir o que fazer com esse esgoto humano que emergiu das eleições de 2018. Eu, como muita gente sabe, proponho vingança.

O direito a se vingar desses sociopatas e fanáticos religiosos que formam a base eleitoral de Bolsonaro não poderá ser negado aos brasileiros que estão na resistência. O futuro governo, que espero seja do presidente Lula, terá o dever de criar os mecanismos políticos e institucionais para que todos os envolvidos nessa tragédia protofascista paguem pelo que fizeram ao País, por seus atos de preconceito, violência e indigência de caráter.

Precisam ser julgados não só para ser condenados, mas para que tenham os crimes expostos, para que sejam reconhecidos em suas comunidades, nos ambientes de trabalho, para que sejam castigados pelo silêncio, pelo desprezo e pelo esquecimento.

Uma sociedade civilizada deve, de alguma maneira, reservar um inferno particular para uma pessoa que, por qualquer razão, se disponha a dar um tapa em um bebê, no colo da mãe, para agradar a um psicopata.

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