SUSPEITO DE SEMPRE

SUSPEITO DE SEMPRE

Em 9 de junho passado, o ex-governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT, foi absolvido da NONA ação de improbidade administrativa aberta pelo Ministério Público do DF.

As absolvições em série desnudaram uma política de perseguição política do MP local iniciada, a partir de 2015, na esteira da caça antipetista inaugurada pela Operação Lava Jato.

Eram inquéritos abertos sem prova alguma. Em um dos casos, Agnelo foi acusado de nepotismo por ter abrigado um casal em cargos de comissão. Ocorre que casal nem se conhecia, antes de ter sido contratado. Foi no trabalho que se apaixonaram e, posteriormente, casaram-se. Surreal.

Exposto ao ridículo, o que faz o MPDF, um mês depois? Dá uma batida na casa do ex-governador e encontra uma arma não registrada, razão pela qual o conduzem ao distrito policial – tradicional espetáculo lavajatista para a mídia.

Na mesma operação, encontram uma mala de dinheiro – 250 mil reais – na casa de uma vice-presidente de um instituto obscuro acusado de participar de um esquema de pagamentos de propina, na Secretaria de Saúde do DF.

Em 2014.

Ou seja, econômica e preocupada com o futuro, a acusada guardou o dinheiro por seis anos, a tempo de o MPDF não só recuperá-lo, mas, junto com a mídia local, ligar a imagem de Agnelo à foto da dinheirama.

A título de ilustração, essa foi a manchete do “Metrópoles”, site de notícias mais acessado de Brasília:

“Mala apreendida em ação do MP que teve Agnelo como alvo tinha R$ 250 mil”.

Deu para entender?

Ainda há muitos ovos da serpente da República de Curitiba sendo chocados, País afora.

Foto: blogs.correiobraziliense.com.br


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