MONTÃO DE AMONTOADO

MONTÃO DE AMONTOADO

O antiintelectualismo e, por extensão, a fobia ao conhecimento universal são características plenas do fascismo. Nos anos 1930/1940, na Itália e na Alemanha, a perseguição a intelectuais e a queima de livros faziam parte da rotina dos regimes de Mussolini e Hitler.

Nada é mais perigoso para um nazista do que um interlocutor intelectualmente preparado. Por isso, antes de qualquer coisa, é preciso destruir o conhecimento e deixar viscejar o charlatanismo ideológico, como no caso de Olavo de Carvalho, o imbecil que comanda os cérebros de ervilha da família Bolsonaro.

Como parte do espetáculo fascistoide onde 55 milhões de brasileiros enfiaram o País, temos, agora, o presidente da República reclamando do excesso de “coisa escrita” nos livros, algo definido como um “montão de amontoado” a ser suavizado com mais figuras e imagens da bandeira nacional.

Antes se tratasse apenas de mais um surto de demência sequencial, mas há uma gravidade implícita quando um fascista se volta contra livros, mesmo em plena era digital. 

Ao atacar o conhecimento, Bolsonaro está, outra vez, ativando sua tropa de subacadêmicos fracassados, uma gentinha que passou a vida submersa na mediocridade esperando uma hora para se vingar, nas escolas e nas universidades.

Gentinha recalcada como Abraham Weintraub, sem brilho e sem graça, que esperou um rato chegar ao poder para, finalmente, se agregar ao esgoto.


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