VOVÔ TORTURADOR

VOVÔ TORTURADOR

Todo fascista é, antes de tudo, um covarde. 

Mário Espedito Ostrovski, tenente do Exército que torturava mulheres grávidas, durante a ditadura militar, calou-se por 34 anos, desde que seu nome apareceu, pela primeira vez, em documentos levantados pelo Brasil: Nunca Mais, em 1985.

Em 2013, fugiu de Foz do Iguaçu, onde mora, para não ser alcançado pelas comissões da verdade – a nacional e a similar, estadual – e, assim, ser obrigado a depor sobre as sevícias praticadas contra presos políticos.
Agora, entrou com uma ação de indenização por danos morais, contra o jornalista Aluízio Palmar e o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu que, em 2019, fez um escracho contra o torturador, em frentre ao local de trabalho dele.

Por conta disso, a neta dele, de 15 anos, descobriu que o vovô era uma das bestas feras que davam choques elétricos nas genitálias de meninas um pouco mais velhas do que ela, em porões de quartéis.

Claro, Ostroviski sabe que o clima está favorável para covardes como ele, base do eleitorado de Jair Bolsonaro.

Espera faturar cerca de 40 mil reais.

Como o processo é no Paraná, capaz de entrar 2020 com dinheiro no bolso, a tempo de compensar a vergonha da menina com uma viagem à Disney.


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