TONTON MACOUTES

TONTON MACOUTES

A guarda pretoriana do fascismo brasileiro não é o Exército, ainda mantido, graças a um equilíbrio institucional interno, longe da insanidade bolsonarista.

São as polícias militares, forças estaduais que, juntas, superam o contingente das Forças Armadas, que formam a tropa de proteção e execução de políticas fascistas. Aliás, desde sempre.

Vis, violentas e adestradas para massacrar pobres e pretos – aliás, pelas mãos de soldados quase sempre pobres e pretos, como na canção de Caetano e Gil -, as PMs se transformaram em um exército de ocupação fascista.

No Rio de Janeiro, já são quase 1,6 mil mortos pela PM do psicopata Wilson Witzel. Em São Paulo, quase mil, pelas ordens do perfumado protofascista João Doria.

Excitados pela narrativa central do governo Bolsonaro, os guardas da esquina mal conseguem se controlar. Reprimem manifestações antifascistas, mas arregam na hora de abordar um imbecil com uma braçadeira nazista, como se viu em Unaí.

Em São Paulo, cercaram uma escola ocupada por 20 estudantes menores de idade, revoltados com a possibilidade de Doria fechar a unidade de ensino. Veio a PM e, diante de uma professora indignada, o meganha gritou: “Cala a boca, aqui é puliça!”

Mas, aí, chegou a TV Globo e ele botou o rabinho entre as pernas, com medo de aparecer em algum telejornal.
Fascistas são, antes de tudo, covardes.


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