RUÍNAS

RUÍNAS

O bolsonarismo, ou como se quiser chamar esse movimento de destruição moral e física do País, já está definido como o pior momento da política brasileira, desde a redemocratização, em 1985.

Na Ásia, onde desfila como um arlequim coberto de guizos em forma de faixas e medalhas, Bolsonaro não é só o presidente de uma nação subjugada pela ignorância e pela demência. Com seu olhar parvo e sua boquinha de falas estúpidas, ele é um alerta aos povos civilizados do mundo dos perigos da criminalização da política como meio de combate às teses de esquerda.

A construção do bolsonarismo tem uma gênese curiosa. Ela evoluiu de fatores alheios à sua vontade, resultado de uma sucessão de acontecimentos montados para tirar o PT do governo, a partir das tais jornadas de 2013, até o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, quando as classes dominantes imaginavam poder retomar o poder central, outra vez, com o PSDB.

No meio do caminho, o monstro se criou.

A histeria antipetista saiu de controle e se tornou um movimento protofascista bancado por uma mídia corrompida e venal, calcada em mais de uma geração de jornalistas dispostos a qualquer coisa para agradar ao patrão. Para tal, mentiram, distorceram, omitiram, manipularam.

Hoje, vários deles se dizem estupefatos com o nível do mentecapto que ajudaram a eleger.

Junto com o PT, o PSDB e todos os partidos tradicionais foram engolidos pelo Leviatã lavajatista que os ruminou até regurgitar Bolsonaro, seus três filhos idiotas e o PSL, essa guerra de gangues.

Será uma tarefa árdua reconstruir o Brasil.


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